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Apenas 171 capixabas registraram oficialmente a doação de órgãos em cartórios

Apenas 171 capixabas registraram oficialmente a doação de órgãos em cartórios

O Espírito Santo possui atualmente 2.050 pessoas na fila de espera por um transplante de órgãos, mas apenas 171 cidadãos realizaram o registro oficial como doadores em cartórios do estado. O número chama a atenção diante da urgência de milhares de pacientes que aguardam por uma chance de continuar vivendo.

O registro passou a ser possível em 2023, por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Associação dos Notários e Registradores (Anoreg). A iniciativa permite que qualquer pessoa maior de 18 anos manifeste, de forma oficial e gratuita, a vontade de ser doador.

Apesar da inovação, o índice ainda é considerado baixo. De acordo com a Central de Transplantes do Espírito Santo, a conscientização da população é um dos maiores desafios. Muitas famílias, mesmo diante de um documento formal, ainda relutam em autorizar a doação após a morte de um ente querido.

Como funciona o registro

O procedimento é simples e pode ser feito presencialmente nos cartórios de notas ou pelo site oficial dos cartórios. O documento eletrônico fica armazenado em um banco de dados nacional, acessado por equipes médicas em casos de morte encefálica, garantindo que a vontade do doador seja respeitada.

A importância da decisão

Um único doador pode salvar até oito vidas com a doação de órgãos e beneficiar muitas outras pessoas com tecidos, como córneas e pele. No entanto, a falta de registros oficiais e de conversas abertas com familiares sobre o tema ainda dificulta a efetivação das doações.

Especialistas reforçam que, além de se registrar, é fundamental conversar com a família sobre o desejo de ser doador, já que a decisão final ainda depende da autorização dos parentes.

Escrito por: Monick Onofre Gonçalves
Fonte: A Gazeta

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